Sociedade

“Danielle” está a chegar, e é preciso atenção ao que esta tempestade pode trazer

11 setembro 2022 18:45

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

Um automóvel passa por uma estrada alagada por fortes chuvas, na zona de Belém, em Lisboa

antónio pedro santos / lusa

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil alerta para as “condições meteorológicas adversas” que a tempestade “Danielle” pode trazer esta segunda e terça-feiras. Prevê-se risco de inundações e galgamentos costeiros

11 setembro 2022 18:45

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

Chuva intensa, trovoada e vento forte é o que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê que se abata sobre o território continental, do litoral para o interior, a partir desta segunda-feira.

A tempestade “Danielle” está a chegar e, perante a possibilidade de “chuva intensa em curtos períodos e rajadas de origem convectiva, em especial nas regiões do Norte, Centro e entre os distritos de Lisboa e Setúbal”, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) avançou este domingo com um “aviso à população”.

A intensa precipitação poderá levar, segundo a ANEPC, a cheias nas zonas historicamente identificadas como “vulneráveis a inundações e em particular em bacias hidrográficas não regularizadas e de escoamento rápido”.

A chuva e o vento fortes podem igualmente causar queda de ramos ou árvores, possíveis acidentes na orla costeira; e dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, sobretudo quando conjugados com maré cheia.

Outro dos riscos salientados é a possibilidade de “contaminação de fontes de água potável por inertes resultantes de incêndios rurais”. Ou seja, o risco de haver torrentes que arrastem lamas e cinzas para rios e albufeiras de onde se capta água para consumo humano, como as bacias do Zêzere e do Mondego afetadas pelo grande incêndio de agosto na Serra da Estrela.

Apesar da humidade do ar aumentar, o IPMA considera que não será o suficiente para travar incêndios, dada a secura em que se encontra a vegetação, especialmente no interior do Norte e Centro, “onde o risco de incêndio rural se mantém”

Meia dúzia de conselhos

A ANEPC recomenda que nas zonas que podem vir a ser mais fustigadas, a população fixe andaimes, placards e outras estruturas suspensas; tenha “especial cuidado na circulação e permanência” junto de áreas arborizadas; e junto da orla costeira e de zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis.

Passeios à beira-mar, pesca desportiva e desportos náuticos são desaconselhados.

Já aconselhada é uma condução defensiva, sem pisar no acelerador, devido à possibilidade de formação de lençóis de água nas vias e ao risco de “haver arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas”.

As previsões do IPMA apontam para “vento do quadrante Sul, mais intenso durante o dia de amanhã e de terça-feira, 13 de setembro, a soprar por vezes forte (até 40 km/h) na faixa costeira ocidental, com rajadas até 65 km/h, e sendo por vezes forte (até 50 km/h) nas terras altas, com rajadas até 80 km/h”. Também avisam que haverá “ondulação de Oeste/Noroeste", esta segunda-feira, "com uma altura significativa até 3,5 metros, em especial na costa oeste da região Sul e na noite de 12 para 13”.