Sociedade

Dois soterrados retirados com vida na Madeira com ferimentos ligeiros

20 agosto 2022 21:15

homem de gouveia/lusa

Tudo aconteceu numa residência privada de um único piso, onde o muro de suporte de uma anexo da casa ruiu atingindo três pessoas, numa vereda estreita e de difícil acesso

20 agosto 2022 21:15

As duas pessoas que ficaram este sábado soterradas num deslizamento de terras num anexo de uma habitação na Madeira e foram resgatadas com vida apresentam ferimentos ligeiros e devem ter alta hospitalar até domingo, disse fonte hospitalar. Esta ocorrência nos arredores do Funchal provocou uma vítima mortal, uma mulher com cerca de 60 anos, que ficou totalmente soterrada e foi retirada já sem vida.

Outras duas pessoas ficaram enterradas até ao pescoço, sendo que a primeira pessoa a ser retirada e encaminhada para o hospital Dr. Nélio Mendonça, foi uma mulher com 35 anos, pelas 15h00. Segundo a mesma fonte, a mulher “está bem e tem ferimentos ligeiros”, pelo que poderá ter alta ainda hoje.

Pelas 16h25, foi retirado um homem com 58 anos, “clinicamente estável” e que apresenta “um ferimento importante ao nível do braço”, pelo que vai ficar até domingo na unidade hospitalar em observação. O alerta desta ocorrência, na rua da Ribeira da Ponte, na zona oeste do Funchal, na divisão entre os concelhos do Funchal e de Câmara de Lobos, foi dado pelas 13h40.

Tudo aconteceu numa residência privada de um único piso, onde o muro de suporte de uma anexo da casa ruiu atingindo estas três pessoas, numa vereda estreita e de difícil acesso, o que não permitiu a utilização de maquinaria.

A operação de socorro foi efetuada com recurso a ferramentas manuais, “devido ao risco de um novo de desabamento”, explicou o vereador com o pelouro da Proteção Civil da Câmara do Funchal, Bruno Pereira. Bruno Pereira referiu que a estrutura que colapsou e soterrou as três pessoas era “um anexo, tipo uma gruta”.

Para as operações de socorro foram deslocados para o local meios dos bombeiros de Câmara de Lobos e dos Sapadores do Funchal, socorristas da Cruz Vermelha, Guarda Nacional Republicana (GNR), Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Equipa Médica de Intervenção Rápida (EMIR).