Sociedade

Os médicos “estão sempre com medo que a tragédia aconteça”: nas Urgências faltam oxímetros, camas e há mulheres grávidas desacompanhadas

6 agosto 2022 22:11

Vera Lúcia Arreigoso

Vera Lúcia Arreigoso

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Jornalista

Tiago Miranda

Tiago Miranda

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Fotojornalista

Bebé acabado de nascer, esta quarta-feira, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. A família é da Amadora

Raio X às urgências revela médicos e enfermeiros ‘em asfixia’. Os especialistas não pedem horas extra, pedem tempo

6 agosto 2022 22:11

Vera Lúcia Arreigoso

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Tiago Miranda

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São rostos anónimos que diaria­mente acodem a quem entra numa urgência. Alguns deles estão refletidos neste texto, médicos e enfermeiros de hospitais do SNS que revelam o que todos os dias escondem aos doentes. O embargo, sim, existe e é grande: na voz.

“Há pessoas que ficam esquecidas. Uma vez por mês, pelo menos, acontece um doente dizer: ‘olhe que aquele doente, se calhar, morreu’ – e vamos lá e fingimos mudar a roupa ou até a fralda para que mais ninguém se aperceba”, desabafa um enfermeiro da Urgência Geral do Hospital das Caldas da Rainha. É injustificável, mas tem explicação: “É comum termos 30 a 40 macas, muitas sem travões, para dois a três enfermeiros. E ali ficam os internados à espera de cama.” O enfermeiro pede desculpa pela emoção no relato. “Quando estou em casa, a terminar a folga, sofro logo por antecipação, por não saber como vou encontrar o serviço.”

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.