Sociedade

Incêndio de Vila Pouca de Aguiar poderá ser dado como dominado em breve

29 julho 2022 20:45

pedro sarmento costa/lusa

Durante todo o dia, vários meios aéreos e máquinas de rasto, ajudaram os operacionais no terreno. Durante a noite haverá reposicionamento de meios e será mantida uma “presença massiva” de homens em operações de consolidação, rescaldo e vigilância”

29 julho 2022 20:45

O incêndio que deflagrou quarta-feira em Revel, Vila Pouca de Aguiar, poderá ser dado como dominado dentro “de pouco tempo”, depois de um dia de trabalhos de consolidação e de combate a reativações, segundo a Proteção Civil.

“Podemos, embora com precaução, mas com alguma satisfação, e tendo em conta que os trabalhos estão a decorrer de forma favorável, estar a pouco tempo de dar, efetivamente, o fogo como dominado”, afirmou o comandante distrital de operações de socorro de Vila Real (CODIS).

Miguel Fonseca, que falava aos jornalistas pelas 20h00, explicou que, neste final de tarde, a “situação está bem mais calma” e que as “coisas correram como o planeado”

“Temos o perímetro quase na totalidade em processo de consolidação. Vamos arriscar, inclusive, dizer que daqui a pouco tempo e não havendo nenhuma surpresa, podermos dar o incêndio como dominado”, frisou.

Durante todo o dia, vários meios aéreos e máquinas de rasto, ajudaram os operacionais no terreno. Durante a noite haverá reposicionamento de meios e será mantida uma “presença massiva” de homens em operações de consolidação, rescaldo e vigilância”.

No sábado, de acordo Miguel Fonseca, manter-se-á também uma “presença bastante forte de operacionais” para prevenir reativações. Segundo o ‘site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o fogo mobilizava, pelas 20:30, 339 operacionais e 96 viaturas e nove meios aéreos.

O alerta para este fogo foi dado às 17:14 de quarta-feira, em Revel, e, em pouco tempo, verificou-se uma grande mobilização de meios para esta ocorrência que teve uma progressão muito rápida em zona de pinhal e chegou a avançar em três frentes.

Miguel Fonseca disse que o combate foi dificultado pelas condições meteorológicas, altas temperaturas durante o dia e ventos fortes e com constantes variações.

“Durante a noite fomos encontrando algumas oportunidades de consolidação, mas houve também variação de vento nestas duas últimas noites, o que também dificultou o processo”, referiu.

Este é o segundo grande incêndio numa semana neste concelho. O fogo que deflagrou no dia 17 de julho, em Cortinhas, Murça, evoluiu para Vila Pouca de Aguiar e queimou uma vasta área de pinhal e mato, ainda soutos, vinha e pastos.