Sociedade

“Poderemos vir ter incêndios em outubro, tal como em 2017”

24 julho 2022 10:36

tiago miranda

Depois de na semana passada Portugal ter batido recordes de temperatura para o mês de julho e novos máximos históricos em várias localidades, o calor deslocou-se para o centro e norte da Europa. Os termómetros subiram acima dos 40ºC em Inglaterra, algo nunca visto em 300 anos. E se nada for feito, vai haver zonas do globo onde a vida humana se tornará inviável por via do aquecimento, alerta o meteorologista e presidente do Instituto D. Luiz da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Pedro Miranda. Com verões cada vez mais compridos e invernos mais curtos, mas com mais chuva, o risco de eventos extremos será sempre cada vez maior

24 julho 2022 10:36

Depois de na semana passada Portugal ter batido recordes de temperatura para o mês de julho e novos máximos históricos em várias localidades, o calor deslocou-se para o centro e norte da Europa. Os termómetros subiram acima dos 40ºC em Inglaterra, algo nunca visto em 300 anos. E se nada for feito, vai haver zonas do globo onde a vida humana se tornará inviável por via do aquecimento, alerta o meteorologista e presidente do Instituto D. Luiz da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Pedro Miranda. Com verões cada vez mais compridos e invernos mais curtos, mas com mais chuva, o risco de eventos extremos será sempre cada vez maior.

Vários especialistas têm dito não haver memória de uma onda de calor como a que assolou agora Portugal. Porquê?
Desde logo, porque é muito extensa espacialmente. Habitualmente as ondas de calor são mais localizadas, mas esta não só assolou uma área muito grande de Portugal, como afeta a Europa de uma forma profunda, abrangendo Portugal, Espanha, França e Inglaterra. São batidos recordes em Inglaterra, com noites com temperaturas mínimas acima de 26 graus, o que nunca acontecera. E em Inglaterra há observações desde que o termómetro foi inventado, em 1700.

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.