Sociedade

A Polícia Judiciária tem o perfil de 700 incendiários nas suas mãos. Um deles foi agora detido em Leiria por atear um fogo

15 julho 2022 10:13

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Jornalista

rui duarte silva

Base de dados da Polícia Judiciária permite à polícia perceber que tipo de incendiários existe em Portugal e vigiar reincidências. Lançada em 2004, reúne já os perfis de 700 incendiários portugueses

15 julho 2022 10:13

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Jornalista

Alcides, de 45 anos, encaixa na perfeição no perfil traçado pelas autoridades sobre o incendiário típico. Detido esta semana pela Polícia Judiciária de Leiria, depois de ser visto no domingo a abandonar duas zonas onde ateou fogo, na zona florestal da Freixianda, Ourém, o suspeito tem uma família desestruturada, é alcoólico e incendiou o lugar por motivos fúteis — e é reincidente. “Bebeu uns copos e decidiu pegar fogo à mata. É o costume. Não houve ali qualquer motivação económica”, conta uma fonte ligada à investigação. Alcides, que ficou em prisão preventiva, já estava nos radares da PJ pois fora detido há oito anos pelo mesmo crime, ficando também em prisão preventiva. Mas o tribunal acabou por o libertar, condenando-o com pena suspensa.

O arguido faz parte da base de dados da Polícia Judiciária que reúne atualmente “os perfis de 700 incendiários portugueses”, apurou o Expresso junto de fonte daquela polícia. A lista, que começou a ser feita em 2004, permite à polícia perceber que tipo de incendiários existe em Portugal, mas também monitorizar se há reincidências.