Sociedade

Polícia desarticula grupo criminoso do “Escobar brasileiro” que enviava drogas do Brasil para a Europa

13 julho 2022 17:32

Na Europa, segundo a Polícia Federal, a droga era recebida por três dos maiores narcotraficantes ativos do Brasil, entre eles Sergio Roberto de Carvalho, conhecido como o “Escobar Brasileiro” e que foi preso em 21 de junho na Hungria, país que solicitou os documentos necessários para poder extraditá-lo

13 julho 2022 17:32

A Polícia Federal brasileira informou hoje que desmantelou uma organização criminosa que enviava drogas do Brasil para a Europa.

Ao todo, 350 agentes policiais cumpriram 46 prisões e 90 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Norte, Bahia, Pernambuco, Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo e o Pará.

De acordo com as investigações, a droga foi importada de países produtores que fazem fronteira com o Brasil e posteriormente enviada para a Europa por meio contendores de frutas e outras mercadorias em embarcações que partiam de diversos portos do país sul-americano.

Na Europa, segundo a Polícia Federal, a droga era recebida por três dos maiores narcotraficantes ativos do Brasil, entre eles Sergio Roberto de Carvalho, conhecido como "prefeito Carvalho" e que foi preso em 21 de junho na Hungria, país que solicitou os documentos necessários para poder extraditá-lo.

Apelidado de "Escobar brasileiro" – em referência ao narcotraficante colombiano Pablo Escobar -, Carvalho usou mais de 10 identidades diferentes nos últimos anos e as autoridades suspeitam que o "prefeito Carvalho", ex-policial militar do estado de Mato Grosso do Sul, comanda um cartel que desde 2017 enviou pelo menos 45 toneladas de cocaína do Brasil para portos na Alemanha, Bélgica, Espanha, Itália e França.

Em 2018, o narcotraficante foi preso em Espanha, onde se refugiou com o nome de Paul Wouter, sob a acusação de ser proprietário de um esconderijo de 1.700 quilos de cocaína apreendido num navio com destino à região da Galiza.

À medida que o julgamento se aproximava, Carvalho forjou sua própria morte com uma certidão de óbito fraudulenta, que aparentemente obteve de um médico que está sob investigação e que acabou arquivando o caso.

"Prefeito Carvalho" também é acusado de branqueamento de capitais.

Na sequência da operação, a Hungria informou que pediu ao Brasil que envie os documentos necessários para poder extraditar Carvalho, que está detido no país da Europa central.

O pedido foi feito depois de o Tribunal de Budapeste confirmar em segunda instância o parecer anterior da extradição do suposto traficante de drogas, rejeitando um recurso de seu advogado.