Sociedade

Refinaria de Sines invadida por ativistas do clima

9 julho 2022 12:39

A refinaria de Sines é a empresa que mais emite CO2 em Portugal

d.r.

Sete membros do movimento Climáximo estão detidos para identificação dentro da refinaria da Galp depois de terem entrado ilegalmente nas instalações. Dezenas de ativistas mantêm-se concentrados à porta em protesto

9 julho 2022 12:39

Várias dezenas de ativistas do movimento ambientalista Climáximo estão concentrados desde o início da manhã junto à entrada da refinaria da Galp, em Sines, exigindo o fecho gradual da infraestrutura até 2025 e a garantia de emprego para todos os trabalhadores. Sete membros do movimento foram detidos dentro das instalações, depois de terem conseguido entrar ilegalmente para entregar em mão aos funcionários um "plano para a Transição Justa".

"Estão lá dentro detidos para identificação. Até que sejam libertados, nós continuaremos aqui concentrados, bloqueando a entrada do portão principal para exigir uma transição justa para Sines, que tem de ser liderada pelos trabalhadores", disse ao Expresso a porta-voz do movimento, Leonor Canadas.

Os manifestantes exigem o encerramento gradual até 2025 da refinaria de Sines, responsável pela maior quantidade de emissões de CO2 em Portugal, e a garantia imediata de emprego público, na região, ou reforma sem perda de rendimentos para todos os trabalhadores. A Climáximo pede um investimento imediato em energia renovável e produzida localmente para que, dentro de três anos, 100% da energia consumida em Sines seja proveniente de fontes renováveis.

"Neste momento o nosso país está a arder e vai ser sempre pior. As temperaturas médias estão a aumentar e os incêndios e outros fenómenos extremos como secas, cheias e tempestades vão suceder-se. A urgência da crise climática é cada vez mais evidente", sublinha Leonor Canadas.

Para a tarde, os ativistas convocaram uma manifestação que sairá do Jardim da República, em Sines, rumo ao Terminal de Gás Natural no Porto de Sines.

No ano passado, a Galp encerrou a refinaria de Matosinhos, concentrando todas as operações em Sines. A petrolífera anunciou ao mercado que pretende transformar gradualmente a refinaria de Sines “num centro de energia verde”, um projeto que será alavancado no acesso ao hidrogénio verde.