Sociedade

“Escobar brasileiro” terá escondido milhões de euros em carrinhas na Península Ibérica

24 junho 2022 21:02

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Sérgio de Carvalho foi detido na Hungria esta semana

d.r.

Major Sérgio de Carvalho fugiu de Portugal até Kiev. Foi protegido por milícias de extrema-direita naquele país. Foi agora detido num hotel em Budapeste, na Hungria

24 junho 2022 21:02

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Quando fugiu num jato privado no aeródromo de Tires (Cascais) com um passaporte alemão falso, em meados de novembro de 2020, o major Sérgio de Carvalho, um ex-polícia militar de Mato Grosso que se transformou num dos maiores traficantes da América Latina — conhecido como o “Escobar brasileiro”, devido ao poderio do seu império de cocaína — estava a ser vigiado pela Polícia Judiciária. Mas as autoridades portuguesas estavam de mãos atadas à espera de luz verde da Polícia Federal para o deter. Só alguns dias depois é que as autoridades brasileiras emitiram um Mandado de Detenção Internacional (MDI) em seu nome. Já era tarde demais. Nessa altura, o major encontrava-se em Kiev, na Ucrânia, depois de ter feito escalas em Sevilha e na Sardenha.

Quase 600 dias depois da fuga de Lisboa, Sérgio de Carvalho foi apanhado num hotel em Budapeste, na Hungria, com a ajuda da Polícia Judiciária, que sabia que o traficante usava um passaporte mexicano, a mais recente identidade forjada por um dos homens mais procurados do mundo. “Era só uma questão de tempo até ser apanhado. Havia muitas polícias atrás dele. Além disso, ele não gostava de estar escondido e apreciava a boa vida”, conta uma fonte ligada à investigação do caso.