Sociedade

Cibercrime dispara em todo o mundo: “A segurança não é só uma questão de tecnologia, mas sim de pessoas”

21 maio 2022 22:26

Tiago Soares

Tiago Soares

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Jornalista

A preocupação das empresas portuguesas com a cibersegurança está a aumentar, mas as ameaças também. Para combater o cibercrime, máquinas e pessoas têm de trabalhar lado a lado

21 maio 2022 22:26

Tiago Soares

Tiago Soares

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Jornalista

É uma boa altura para ser cibercriminoso. Os números variam consoante a fonte, mas um relatório da “Cybercrime Magazine” publicado em 2020 estimava que o cibercrime poderia tornar-se a terceira maior economia do mundo no ano seguinte: qualquer coisa como €5,69 biliões, mais do que o tráfico de armas e de drogas juntos, colocando esta indústria apenas atrás das economias dos Estados Unidos e da China. É expectável que este valor aumente 15% por ano até 2025.

Em Portugal, os casos de ataques informáticos a empresas e entidades estatais têm-se multiplicado: EDP, Altice, Impresa (que detém o Expresso e a SIC), Vodafone, Sonae, Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra, Hospital Garcia da Orta, para citar alguns dos mais recentes. No primeiro semestre de 2021, o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) registou 847 incidentes maliciosos, um aumento de 124% em relação ao mesmo período de 2019.