Sociedade

Portugal na mira dos mais perigosos ciberespiões russos

14 maio 2022 20:56

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Invasão da Ucrânia fez aumentar o risco de ciberataques a países da NATO. Hackers têm o patrocínio não-oficial de Putin

14 maio 2022 20:56

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

À superfície, nada os liga aos principais serviços de informações de Moscovo, mas os mais temíveis e eficazes piratas informáticos russos atuam com o patrocínio não-oficial do FSB (o antigo KGB), GRU (serviços secretos militares3) e SVR (informações externas). E, movidos pelos milhares de dólares que ganham por cada ciberataque, prometeram ataques sem precedentes ao Ocidente em nome de Vladimir Putin, ameaçando aceder a bases de dados de instituições militares e governamentais e também de grandes empresas. Fontes ligadas à investigação do crime informático garantem ao Expresso que Portugal também está no mapa destes ciberespiões.

Logo após o início do conflito na Ucrânia, a 24 de fevereiro, o Gabinete Coordenador de Segurança — que engloba polícias, serviços de segurança e militares — reuniu-se de emergência: a invasão russa implicava cuidados especiais. Um facto confirmado por Paulo Vizeu Pinheiro, secretário-geral do Sistema de Segurança Interna na audição parlamentar desta semana, que sublinhou aos deputados que na “avaliação panorâmica” após o estalar da guerra foram consideradas as “ameaças e possíveis ameaças, incluindo o campo cibernético”.