Sociedade

Queixas contra médicos que realizam procedimentos estéticos aumentam

9 maio 2022 8:29

rick gomez/getty images

Formação dermocosmética não está definida em Portugal. Área é atrativa economicamente

9 maio 2022 8:29

A Ordem dos Médicos (OM) tem recebido, cada vez mais, queixas contra médicos que realizam procedimentos estéticos para diminuir os sinais de envelhecimento. De acordo com o jornal “Público”, este tipo de intervenções, como é o caso da injeção de botulínica - conhecido por botox -, são técnicas que podem causar deformidades.

Estas deformações acontecem, especialmente, quando aplicadas por profissionais com pouca (ou nenhuma) formação. Segundo a presidente do Conselho Disciplinar Regional do Sul da OM, Maria do Céu Machado, a esmagadora maioria dos médicos alvo de queixa não são dermatologistas ou cirurgiões plásticos.

“Os pacientes queixam-se, sobretudo, de que os resultados obtidos ficam muito aquém das expectativas e, em alguns casos, resultam mesmo em dismorfias complexas”, explica a presidente do Conselho Disciplinar Regional do Norte, Fátima Carvalho, acrescentando que este assunto constitui “uma grande preocupação para a Ordem dos Médicos”. “Não há ainda uma definição clara sobre os critérios de formação subjacentes a esta competência para a realização destas práticas na área da dermoestética, qualquer médico — independentemente da especialidade, do seu conhecimento, treino ou experiência prévia — as pode fazer”, sublinha.

Uma das razões que pode levar mais médicos a dedicar-se a esta área é a atratividade económica. Os preços das sessões para este tipo de tratamentos podem variar entre os 300 e os 600 euros e algumas das intervenções não duram mais do que 30 minutos.