Sociedade

Psicólogas acusam colega de falsificar perícias no Instituto de Medicina Legal

8 maio 2022 21:24

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Jornalista

fiordaliso

Duas psicólogas acusam colega de assinar perícias que não fez. MP arquivou suspeitas, mas caso pode ser reaberto

8 maio 2022 21:24

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Jornalista

Cinco anos depois do divórcio, a filha chegou a casa e contou que dormia com o pai, descrevendo uma situação que sugeria um crime de abuso sexual. A mãe levou a criança ao hospital e, depois de um exame ginecológico e de uma primeira avaliação psicológica, o pai ficou inibido de a ver. A proibição de contactos estendeu-se à irmã mais velha, que nunca relatou situações de abuso. Quase um ano depois, no final de 2017, os pais e as duas menores foram ouvidos no Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) por causa dos processos que resultaram do relato da rapariga: um processo-crime por abuso sexual de menores e outro de regulação do poder paternal.

O perito que avaliou os quatro envolvidos concluiu que o relato da menor não era “espontâneo” e que a mãe “alienava” o discurso da filha, ou seja, manipulava-o, e o pai era um homem normal. Para ele, os abusos não tinham acontecido, eram uma invenção da criança, então com oito anos.