Sociedade

Dois russos foram detetados junto a instalações militares lisboetas pelas autoridades

8 maio 2022 10:52

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Vítor Matos

Vítor Matos

Jornalista

Conquista Cossacos a hastear as bandeiras da Rússia e da Crimeia num edifício governamental em Bakhchysarai, na Ucrânia, a 17 de março de 2014, após um referendo comprovadamente fraudulento ter ditado a anexação da Crimeia à Federação Russa, com 97% de votos a favor

dan kitwood/getty images

Dois homens levantaram suspeitas junto a uma área sensível de Lisboa. MNE ainda espera retaliação russa na embaixada em Moscovo

8 maio 2022 10:52

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Vítor Matos

Vítor Matos

Jornalista

As autoridades portuguesas detetaram nos últimos meses, já depois do início da invasão das tropas de Vladimir Putin à Ucrânia, a presença de dois cidadãos russos junto a uma zona de segurança considerada sensível na área da Grande Lisboa. "Os dois homens levantaram suspeitas, pois andavam a observar instalações militares", revela fonte próxima do processo. A presença foi sinalizada e partilhada entre os serviços e forças de segurança. O Expresso sabe que os dois homens não foram detidos. Não foi confirmado, no entanto, se pertencem ao grupo de 10 funcionários da Embaixada da Rússia que o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) expulsou no início de abril “por atividades contrárias à segurança nacional”, numa retaliação à ofensiva russa em solo ucraniano.

Estes funcionários, considerados personae non gratae, não são diplomatas de carreira, mas têm estatuto diplomático, pelo que Portugal está à espera da dimensão da retaliação russa. Nestas circunstâncias, costuma aplicar-se a regra da reciprocidade. O problema é que, se o Kremlin expulsar 10 pessoas, a representação chefiada pela embaixadora Madalena Fisher fica vazia, porque tem meia dúzia de funcionários e diplomatas. Se os russos expulsarem apenas funcionários, estarão a despedir o pessoal russo que trabalha na embaixada. Se forem os diplomatas, a chancelaria deixa de funcionar. O Expresso sabe que o MNE, liderado por João Gomes Cravinho, ainda não tem informação sobre o que fará o homólogo, Sergey Lavrov.