Sociedade

Ambiente: ANA não fez obras antirruído em Lisboa

7 maio 2022 23:49

Carla Tomás

Carla Tomás

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Jornalista

Jaime Figueiredo

Jaime Figueiredo

infografia

Coordenador-Geral de Infografia

j.m.f. almeida

Falha promessa de insonorizar 513 fogos e 23 edifícios “sensíveis”

7 maio 2022 23:49

Carla Tomás

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Jornalista

Jaime Figueiredo

Jaime Figueiredo

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Coordenador-Geral de Infografia

A pandemia acalmou o céu da capital durante os últimos dois anos, mas a “normalidade” — com voos a cada três minutos — está a voltar ao aeroporto de Lisboa e com ela a poluição sonora que leva professores e alunos do ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa ou das Escolas Básicas 2 e 4 de Camarate a terem de parar de falar (e de se ouvir) sempre que um avião passa. “Vai-se a concentração” e “perde-se o raciocínio” por momentos, contam ao Expresso professores destas escolas. Depois habituam-se, sem se darem conta dos malefícios para a saúde da poluição sonora a que estão sujeitos.

Estas instituições de ensino fazem parte da lista de 23 “edifícios sensíveis” (creches, centros de saúde, clínicas e hospitais) e de 46 edifícios com 531 habitações — localizados no eixo mais exposto ao ruído dos aviões (ver mapa ao lado) — que deviam ter começado a ser insonorizados em 2021. A isso se comprometeu a ANA Aeroportos no ano passado, após a aprovação do Plano de Ação do Ruído 2018-2023 para o Aeroporto Humberto Delgado. O plano foi aprovado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), após vários chumbos, quase três anos depois do previsto.