Sociedade

Teste do pezinho pode vir a rastrear atrofia muscular em 2022

22 novembro 2021 9:07

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Especialista acredita que "se o rastreio for feito à nascença é possível começar a tratar o doente” para vir a “ter uma vida normal"

22 novembro 2021 9:07

O teste do pezinho poderá rastrear mais uma doença no próximo ano. Para já são 26 as doenças que podem ser detetadas com o exame, mas, em 2022, a atrofia muscular espinhal (AME) pode vir a aumentar esse grupo, segundo o “Diário de Notícias”. A AME é uma doença rara, mas, de acordo com a neuropediatra do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, Teresa Moreno, é dentro dessas uma das “mais frequentes”.

A especialista acredita que o rastreio através do teste do pezinho é uma mudança na história da doença. “Tornou-se imperioso que se comece a tratar os doentes antes de os sintomas aparecerem, porque quando estes aparecem já 80% das células neuronais estão mortas. Se o rastreio for feito à nascença é possível começar a tratar o doente e, com as novas terapias, estes poderem vir a ter uma vida normal."

Teresa Moreno explicita que é estimado que em Portugal "haja, neste momento, 120 a 130 doentes com AME nos seus vários tipos - 1, 2, 3 e 4". Há três anos, a realidade de quem é diagnosticado com AME começou a mudar com o aparecimento de medicamentos que, pela primeira vez, eram específicos para a doença.