Sociedade

Idas às urgências por infeção respiratória quase triplicaram num ano

19 novembro 2021 8:35

Afluência geral às urgências também aumentou. Nos últimos tempos, mais de 120 mil pessoas recorreram ao serviço: cerca de 6500 doentes tinham infeções respiratórias

19 novembro 2021 8:35

As idas às urgências dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) por doença respiratória aumentaram quase três vezes mais em relação a 2020. De acordo com os dados do site do SNS, analisados pelo jornal “Público”, entre 8 e 14 de novembro, os serviços de urgência receberam 6591 doentes com infeções respiratórias (onde estão incluídos casos de covid-19). Há um ano eram 2279.

Mas não foi só nesta semana que as idas às urgências aumentaram. Há um ano, o número total de episódios de urgências relacionados com gripe ou outras doenças respiratórias registado no mês de novembro foi de 10.099. Já este ano, até esta quarta-feira (17 de novembro), dirigiram-se ao hospital, por estes motivos, quase 15 mil utentes.

O pneumologista Filipe Froes explica que já estava prevista uma época com mais casos de gripe e a começar mais cedo. “No ano passado não tivemos gripe em resultado da implementação maciça das medidas de intervenção não farmacológica, como a utilização de máscara, a etiqueta respiratória e a higienização das mãos. Se foi bom, por outro lado, também fez aumentar para este ano o número de pessoas mais suscetíveis. Além disso, devido à menor vigilância virológica do ano passado, corremos o risco de as vacinas não serem tão eficazes como nos anos anteriores. Como a gripe não circulou, não foi possível acompanhar de perto a evolução”, diz.

A afluência geral às urgências também aumentou. De 8 a 14 de novembro de 2020, 81.829 pessoas deram entrada nas urgências dos hospitais. No mesmo período de 2021 foram 123.404 utentes a recorrer ao serviço. Apesar dos indicadores relacionados com a pressão dos hospitais terem piorado em relação a 2020, os relacionados com a covid-19 são diferentes: há um ano, durante este tempo, registaram-se 485 mortes e este ano, no mesmo intervalo, foram 56.