Sociedade

Carlos Silla, o skipper de ouro que a PJ apanhou em alto mar

23 outubro 2021 23:46

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Rui Gustavo

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Jornalista

Operação Maré Branca da PJ fez três detidos e apanhou 5,2 toneladas de cocaína

rui minderico/lusa

Capitão do veleiro com 5,2 toneladas de cocaína é o líder da nova geração de traficantes galegos

23 outubro 2021 23:46

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Rui Gustavo

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Além de ter apreendido uma quantidade inédita de cocaína a bordo de um veleiro, a PJ conseguiu capturar pesca grossa na Operação Maré Branca, lançada a 16 de outubro a 300 milhas náuticas da costa portuguesa. O skipper da embarcação, um imponente veleiro com 24 metros, é Carlos Silla, um espanhol de 35 anos com cadastro por tráfico de droga e especialista em navegação em alto mar e em manobras de diversão e evasão à polícia. Um lanchero altamente qualificado com uma posição de liderança no próprio cartel — e com ligações às multinacionais do crime colombianas e venezuelanas — é considerado o número um das estrelas em ascensão da nova geração de traficantes galegos.

Quando foi apanhado na operação da Marinha e da PJ, Silla já tinha mudado o nome do barco — de “G. Siro” para “Monkey Bay” — e alterado o pavilhão para holandês. A bordo havia aparelhos para distorção de frequências de rádio e a confiança de que não seriam apanhados era tanta que alguns dos 183 fardos de cocaína — um total de 5,2 toneladas, a maior quantidade de sempre apreendida pela PJ num veleiro — estavam no porão do barco, à vista.