Sociedade

Homem detido em Madrid por filmar mulheres em provadores de lojas com um telemóvel escondido nas cuecas

4 agosto 2021 0:00

clark street mercantile

Polícia detém um homem na loja H&M na Gran Vía que registava vídeos de forma oculta de partes íntimas de mulheres enquanto andam às compras. Autoridades espanholas estão cada vez mais atentas ao fenómeno de 'upskirting' por as imagens captadas furtivamente acabarem muitas vezes em 'sites' pornográficos

4 agosto 2021 0:00

A Polícia Municipal de Madrid deteve um homem numa loja da cadeia H&M na Gran Vía que foi apanhado a gravar furtivamente imagens de mulheres por debaixo das saias junto aos provadores, com um telemóvel escondido nas cuecas. A loja refere que se têm repetido casos deste tipo, conhecidos como 'upskirting', e cujas imagens acabam muitas vezes em 'sites' pornográficos.

A ocorrência foi registada num Twitter postado pela Polícia Municipal de Madrid esta segunda-feira, dando conta de ter "detido um homem contra a intimidade das pessoas", e explicitando que "foi detido pelos vigilantes de segurança quando gravava com o seu telemóvel várias mulheres por baixo da saia num provador".

O alerta foi dado pela balconista da loja que trabalha ao lado dos provadores, que notou movimentos estranhos de um cliente aproximando-se das mulheres enquanto experimentavam roupas, e chamou a atenção do segurança, segundo noticia o "El País". O cliente suspeito passou um tempo prolongado na zona de roupas íntimas femininas e tinha imagens captadas de partes íntimas de várias mulheres na memória do seu telemóvel quando foi detido pela polícia.

Quando foi detido pela polícia municipal de Madrid, o homem com 29 anos, de nacionalidade francesa, não fez qualquer esforço em negar o objetivo de captar imagens de partes íntimas de mulheres junto aos provadores de roupa. Não especificou qual o uso que pretendia dar às imagens, concluindo-se que seriam para utilização privada.

A loja H&M registou um caso semelhante nos últimos dias e a polícia de Madrid está cada vez mais atenta aos fenómenos de 'upskirting', considerado um crime contra a privacidade, mas que judicialmente é difícil de decidir por os rostos das vítimas habitualmente não serem identificados. A prática de filmar mulheres por debaixo das saias sem o seu conhecimento é particularmente favorecida pelas temperaturas altas e lugares onde há maiores aglomerações de pessoas, como o metro, mercados ou lojas de roupas.