Sociedade

Confinamento provocou alterações a nível da coluna nos mais novos e desconfinamento fez aumentar as fraturas

Confinamento provocou alterações a nível da coluna nos mais novos e desconfinamento fez aumentar as fraturas
Yves Dean / Getty Images
Fraturas têm levado os mais jovens às urgências: muitas são provocadas pelas trotinetas elétricas e hoverboards

Nas últimas semanas, os serviços de ortopedia infantil têm verificado um aumento das lesões musculoesqueléticas, noticia a “Visão”. Os médicos acreditam que estas podem ser as consequências provocadas pela escassez e/ou ausência de treino motor devido às restrições da pandemia. Contudo, também há muitos jovens que se deslocam ao hospital com alterações na coluna.

“As crianças que passam muito tempo em casa a ver televisão, ao computador e ao telemóvel começam a perder massa muscular, equilíbrio e aquilo que chamamos proprioceptividade” - nome que designa a percepção do corpo no espaço que o rodeia -, explica o médico Delfim Tavares, do Hospital Dona Estefânia.

Os médicos explicam que em alguns casos tem sido preciso “desenferrujar” os mais novos. No Hospital Lusíadas Porto, os tratamentos para as lombalgias e dorsalgias, provocadas pela longa exposição às cadeiras e aos sofás, são tratadas com massagens e aplicações de calor, seguidas de exercícios para a correção postural. “Vêm todos tortinhos e corcundas, porque estiveram muito tempo presos em casa”, descreve a médica Anabela Marques.

Contudo, desde o desconfinamento muitas são as quedas dadas pelos mais novos. Os maiores culpados são as bicicletas, as trotinetas elétricas e as hoverboards. “As crianças e os adolescentes ficaram muitos meses sem praticar e, de repente, começaram a voltar à rua. Se calhar, antes o acidente poderia ter sido evitado, porque praticavam todos os dias, mas agora estiveram muito tempo paradas”.

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