Se parece certo que os sintomas de ansiedade nas crianças e jovens aumentaram em comparação com os do primeiro confinamento, por outro lado as crianças parecem estar menos deprimidas. Mas a investigadora Rita Francisco prevê que estes dados se agravem à medida que o confinamento continuar.
De acordo com o estudo da Universidade Católica, que coordenou, as crianças e os jovens neste segundo confinamento apresentam-se mais ansiosos, agitados, perguntam mais sobre a morte, mostram-se mais zangados e choram com mais facilidade... Estão a sofrer da tal fadiga pandémica?
É possível. Isto também está muito ligado à fadiga pandémica dos pais. O stresse parental, devido à pandemia, está muito associado ao aumento da ansiedade e depressão nas crianças. Ou seja, elas são em parte o reflexo de como os pais sentem e lidam com esta situação. Mesmo sem se aperceberem, os pais atuam como modelos de comportamento para os filhos. E, por outro lado, este stresse acaba por provocar algumas respostas parentais, em termos de práticas educativas, que podem ser mais inconsistentes. Sabemos que isso tem um impacto negativo no bem-estar dos filhos, sejam crianças ou adolescentes.
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