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Caso SEF: juras e contradições no arranque do julgamento

6 Fevereiro 2021 8:20

Rui Gustavo

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Jornalista

Nuno Botelho

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JULGAMENTO São estes os protagonistas de um caso que custou a vida a um homem, um cargo à ex-diretora do SEF e €700 mil ao erário público, que são poucos para compensar a vida que se perdeu.

Suspeitos da morte de Ihor Homeniuk garantem inocência. Testemunhas revelaram incongruências

6 Fevereiro 2021 8:20

Rui Gustavo

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Nuno Botelho

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O fiel praticante do tai-shi está destinado a “descobrir a calma no meio do movimento”. Rui Coelho, o juiz que preside ao coletivo que está a julgar o caso da morte de Ihor Homeniuk, terá de encontrar a verdade no meio de duas versões inconciliáveis: o Ministério Público sustenta que os inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) Duarte Laja, Luís Silva e Bruno Sousa espancaram e provocaram a morte do cidadão ucraniano; os arguidos defendem que nunca o agrediram e que só o quiseram salvar de si próprio e garantir a sua segurança. A palavra final (por agora) será do magistrado, que é praticante da arte marcial chinesa em que, tal como na Justiça, o equilíbrio é essencial.

“Em casos de homicídio não há meias tintas ou meias decisões. Ou o tribunal considera que o arguido matou e a condenação é pesada, ou considera que não há provas e absolve os arguidos”, explica um magistrado. Neste caso, como reconheceu Ricardo Sá Fernandes, advogado do inspetor Bruno Sousa, “a opinião pública já condenou inapelavelmente” os arguidos. E portanto, qualquer decisão do tribunal que não resulte na sua condenação será sempre um escândalo judicial.