Sociedade

Covid-19. Há 1037 médicos prioritários por vacinar na região Centro

4 fevereiro 2021 15:50

d.r.

Ordem dos Médicos envia lista ao novo coordenador da task force com profissionais por proteger apesar de estarem no topo das prioridades. Por exemplo, 29,89% deles fazem Urgência

4 fevereiro 2021 15:50

Mal acabou de tomar posse e já recebeu uma queixa sobre a campanha de vacinação pandémica. O sucessor de Francisco Ramos na task force para o Plano Nacional de Vacinação contra a covid-19, o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, é o destinatário de uma lista com 1037 médicos que estão ainda por vacinar na região Centro, mesmo integrando os grupos prioritários.

A missiva foi enviada pelo Conselho Regional do Centro da Ordem dos Médicos, face “à gravidade da situação, reportada insistentemente à Ordem dos Médicos” e que “poderá estar aquém dos que ainda não integraram a vacinação”. No documento é referido, “a título de exemplo, que dos 1037 médicos que ainda não foram vacinados, e nem sequer chamados para tal, 29,89% fazem Urgência e 65,19% estão no sector privado”.

“Os dados são taxativos e revelam que o país ainda está muito longe de ter vacinados os grupos prioritários da primeira fase, designadamente a vacinação dos médicos quer do Serviço Nacional de Saúde (SNS), quer do sector privado e social. Temos recebido muitas queixas de médicos na sequência de falta de vacinação, quer nos hospitais e centros de saúde do SNS quer noutros locais, tais como clínicas, consultórios e ou outras instituições prestadoras de cuidados de saúde.” E alertam: “O volume de queixas é inédito. Nunca, num mês, a Ordem dos Médicos recebeu tantas queixas e pedidos de ajuda”, afirma o presidente da secção do Centro, Carlos Cortes.

“Apelamos a que não se deixe os profissionais de saúde desprotegidos. Todos estão em grande esforço, a dar o seu contributo inestimável neste momento crítico da pandemia.” Carlos Cortes diz ainda que para além dos médicos especialistas, também há médicos internos a aguardar a inoculação.