Sociedade

Mais de 900 brinquedos tóxicos circulam na UE

12 dezembro 2020 12:12

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

stephanie lecocq/getty images

São bonecos de plástico e diferentes slimes e argilas, made in China. ASAE aprendeu 2 mil unidades em Portugal

12 dezembro 2020 12:12

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

É melhor pensar duas vezes antes de comprar uma imitação barata da Barbie, um kit de médico ou um set militar de plástico flexível, um peluche ou o slime de que as crianças tanto gostam e cuja origem de fabrico é exterior à União Europeia. Muitos destes brinquedos, mesmo que digam que cumprem as normas internacionais (normalmente em inglês) contêm substâncias químicas potencialmente tóxicas, como o bisfenol A, ftalatos, chumbo, formaldeído ou retardadores de chama e objetos potencialmente asfixiantes.

Só em 2020, o Sistema Europeu de Alerta Rápido para os Produtos Não Alimentares, conhecido como Rapex, identificou 916 brinquedos diferentes à venda em vários países da UE, contendo produtos químicos não autorizados ou em quantidades excessivas, ou com peças que se soltam com facilidade e que podem levar à asfixia de crianças pequenas. Entre estes, constavam mais de 200 bonecos de plástico e centena e meia de diferentes slimes ou argilas, na sua larga maioria produzidos na China. Uma destas argilas, também encontrada à venda em Portugal — com indicação de “não tóxica” no rótulo e contendo o carimbo “CE” — continha boro, uma substância química que pode afetar os sistemas reprodutivo e nervoso.