Sociedade

Número de pessoas ajudadas na compra de medicamentos subiu 50% em julho

25 agosto 2020 9:17

O estudo, enviado para publicação na revista científica Annals of Internal Medicine, acompanhou a evolução de 5.386 pacientes.

eric vidal

Programa solidário presta apoio a 16 mil doentes. Há quatro anos eram apenas mil. Pedidos de auxílio aumentaram com a pandemia, explica o “Jornal de Notícias”

25 agosto 2020 9:17

Criado em 2016, o programa solidário Abem, uma parceria da associação Dignitude em parceria com autarquias e instituições sociais, permite atualmente que 16 mil pessoas tomem a medicação que precisam mesmo sem terem forma de pagar. Há quatro anos eram apenas mil, e em relação a 2019 o aumento foi de 50%. Além disso, os pedidos de ajuda têm aumentado devido à covid-19, o que motivou a associação a criar um fundo de emergência destinado a pessoas que tenham perdido rendimentos por causa da pandemia, conta o "Jornal de Notícias" esta terça-feira.

Em julho, este novo programa tinha 460 beneficiários, e os números aumentam todos os dias. “Não temos o músculo do Estado nem conseguimos chegar a todo o lado, mas procuramos responder às situações mais graves”, diz ao JN Maria de Belém, embaixadora da Dignitude, que vive exclusivamente de donativos e da ajuda dos parceiros locais. “Tudo isto é feito à custa da generosidade da sociedade portuguesa”, diz a embaixadora.

O programa está presente em 20 distritos, 155 concelhos e trabalha com mais de 900 farmácias. Em quatro anos, providenciou quase 640 mil medicamentos a 8900 famílias. A pessoa necessitada não precisa de expor detalhes da sua vida privada para receber os medicamentos: é-lhe fornecido um cartão idêntico a um cartão multibanco para apresentar nas farmácias.