Ministério Público investiga entidades bancárias por ajudarem clientes a lavar dinheiro
19.08.2020 às 11h23
mikroman6
Em causa está o depósito de grandes quantias em várias contas para os alertas das autoridades não serem acionados, explica o "Jornal de Notícias"
O Ministério Público abriu uma investigação a várias entidades bancárias por suspeita de estarem a ajudar clientes a cometer crimes de branqueamento de capitais. A notícia é avançada esta quarta-feira pelo "Jornal de Notícias".
O jornal adianta que já foram iniciadas investigações a duas dependências bancárias do Grande Porto e de Braga, por alegadamente terem aceitado dinheiro de empresários chineses de Vila do Conde sem comunicarem as operações ao MP e à Unidade de Informação Financeira (UIF) da Polícia Judiciária, o que é obrigatório por lei para montantes acima dos cinco mil euros.
Esta prática tem o nome de “smurfing” e consiste em fracionar um depósito de uma grande quantia em dinheiro por várias contas. Os funcionários dos bancos não estarão a avisar as autoridades pela ambição de manter os clientes e cumprir os objetivos internos, explica o JN. Estarão, inclusive, a ensinar os clientes com dinheiro de origem suspeita a depositarem-no sem acionarem os alertas das autoridades. “Quando os movimentos têm origem suspeitas, alguns funcionários avisam os clientes antes, para que estes arranjem uma justificação e, em muitos casos, ajudam-nos a contornar isso, aconselhando-os a fracionar os valores”, disse uma fonte policial ao JN.