Sociedade

O que pesa mais ao entrar no Ensino Superior: paixões ou o emprego futuro? Candidaturas começaram esta sexta

8 agosto 2020 17:53

Tiago Soares

Tiago Soares

texto

Jornalista

Os universitários portugueses preferem estudar engenharias e ciências sociais, mas artes e humanidades estão a subir nas preferências, apesar de vistas como uma sentença de morte laboral

8 agosto 2020 17:53

Tiago Soares

Tiago Soares

texto

Jornalista

Tomás Pires de Lima detestava matemática. Apercebeu-se disso no 10º ano, logo no primeiro período, pouco depois de ter começado o curso de Ciências Socioeconómicas. Resultado: desistiu. “Perdi o ano.” No seguinte entrou em Humanidades. No final do 12º ano, novo contratempo: sabia que queria ir para a universidade, mas não sabia que curso escolher. Considerou Direito, Psicologia, Ciência Política. Nenhuma opção lhe enchia totalmente as medidas, mas não quis perder mais tempo: na segunda fase de candidaturas entrou em Ciência Política. Dois meses depois tinha deixado de ir às aulas e congelado a matrícula.

“No secundário foi falta de adaptação e preguiça, mas no primeiro ano da universidade não sabia mesmo o que queria. Conheço vários colegas a quem aconteceu o mesmo, e poucos foram aqueles que voltaram atrás”, conta. “Há bastante pressão social e familiar para “ir tirar um curso a todo o custo. Mas também é compreensível que esta pressão exista, sobretudo por parte dos nossos pais… afinal são eles que estão a pagar, e se calhar não tiveram as oportunidades de educação que nós hoje temos.”