Máscaras, distâncias e ‘bolhas’. Como serão as aulas noutros países da Europa
26.07.2020 às 11h26
Aulas presenciais para todos são a prioridade. Mas há diferenças de país para país. E Portugal é dos mais restritivos
A partir do 5º ano, o uso de máscara será obrigatório em todas as escolas portuguesas
A partir de 14 de setembro, seis meses depois do fecho das escolas, 1,5 milhões de alunos vão voltar às aulas presenciais para um ano letivo que todos esperam menos atribulado e improvisado do que o que acabou agora. O regresso far-se-á com novas regras — já enviadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e pelo Ministério da Educação às escolas — mas as orientações não são pacíficas.
Uma das mais polémicas remete para o distanciamento físico que deverá ser garantido em sala de aula: “Sempre que possível, pelo menos um metro, sem comprometer o normal funcionamento das atividades letivas”, lê-se no documento. O problema é que, com salas de aula cheias e sem possibilidade de desdobrar turmas, será impossível garantir esse afastamento em muitas escolas.
Quem critica as orientações questiona por que razão o distanciamento nas escolas não só não será obrigatório como a medida recomendada será inferior à exigida noutros espaços ou à que vigorou a partir de maio, no regresso às aulas presenciais dos alunos do 11º e do 12º.
O ministro da Educação já disse que o distanciamento não é a única medida de precaução — é preciso acrescentar os cuidados com a higiene, máscaras, circuitos de circulação ou separação de grupos, por exemplo — e frisou que Portugal está até a ir mais longe nos cuidados do que outros países. Será mesmo assim? O Expresso foi consultar as orientações em Espanha, França, Itália e Inglaterra.
Espanha: Distância ou máscara
As regras variam entre as comunidades autónomas, mas em geral a máscara só é obrigatória quando as distâncias mínimas não podem ser cumpridas.
Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.