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As dez suspeitas de Carlos Alexandre no caso de Tancos

04.07.2020 às 15h20

Nenhum dos 23 arguidos escapou ao ‘superjuiz’, num processo onde nem tudo é o que parece e onde muita da verdade está ainda por contar

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Jornalista de Sociedade

Os paióis de Tancos foram assaltados na noite de 28 de junho de 2017

nuno botelho

A decisão do juiz Carlos Alexandre no caso do roubo e posterior “achamento” das armas de Tancos levou todos os 23 arguidos a julgamento, pelos mesmos crimes de que foram acusados. No extenso documento, o juiz é contundente para as principais personagens do processo, nomeadamente o ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes. E revela alguns estados de alma numa linguagem algumas vezes a roçar o coloquial. Um processo que é “um lodaçal” e conta uma “moscambilha” em que há “gato escondido com rabo de fora”.

Silêncio sobre o material de guerra
Continua por se saber do paradeiro de parte do armamento roubado. O juiz faz várias referências ao material em falta (1500 munições de 9 mm, cinco granadas, disparador de descompressão e cargas lineares de corte), e perguntou ao alegado líder do assalto, João Paulino, se sabia onde estavam as armas desaparecidas. O ex-fuzileiro recusou-se a responder, alegando que irá esclarecer essa questão no julgamento. Paulino, que se encontra em prisão domiciliária, prometeu também abrir o jogo sobre quem são os coautores do assalto.

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