Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Fundos estrangeiros atrasam possível perdão de rendas a lojistas de centros comerciais

16.06.2020 às 7h45

José Fernandes

“Até ao final de junho” todos os centros comerciais associados da APCC terão encontrado uma solução, garante o presidente António Sampaio de Mattos

Expresso

Os centros comerciais na área metropolitana de Lisboa reabriram, de forma “calma” na segunda-feira. Há, contudo, centenas de lojistas preocupados e ainda a negociar o pagamento de rendas em atraso.

Segundo o “Jornal de Negócios” desta terça-feira, três dos maiores centros comerciais da capital - o Colombo, o Vasco da Gama e o Ubbo - ainda não apresentaram uma solução alternativa aos lojistas. O pagamento das rendas de abril e maio foi suspenso, mas os comerciantes ainda não sabem se os valores foram perdoados, à semelhança de outros centros comerciais.

Questionadas pelo “Negócios”, fontes do Colombo e do Vasco da Gama referem que “existem negociações em curso", que devem ser concluídas "com taxas de sucesso semelhantes às que já alcançámos noutros centros comerciais, na ordem dos 85% do total dos lojistas”. Ambos os centros são detidos, em partes iguais, pela Sierra Prime e pela CBRE. O jornal contactou também a CBRE, que gere o Ubbo, mas não obteve resposta até ao fecho desta edição.

Para António Sampaio de Mattos, presidente da Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC), "até ao final de junho" todos os centros comerciais associados da APCC terão encontrado uma solução.

Apesar de a gestão ser nacional, os três centros comerciais referidos “têm parceiros internacionais que são fundos, companhias de seguros e entidades exteriores”, e “coisas que mexem com as receitas não podem ser decididas unilateralmente em Portugal”.

De acordo com o responsável da APCC, “a gestão dos fundos é muito rígida”, mas não deixa de destacar a “enorme importância” destes instrumentos para a economia nacional, “pelo dinheiro que captam para o país”.