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Pílula: 60 anos do comprimido que revolucionou o mundo

24.02.2020 às 11h50

Houve quem não tivesse dúvidas de que a pílula foi o acontecimento mais importante do século XX. A verdade é que o nosso mundo seria totalmente diferente sem ela, seis décadas depois

Cristina Margato

Cristina Margato

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Jornalista

Durante seis anos, Maria Filomena Mónica tomou duas pílulas contracetivas por dia: “A minha determinação em não engravidar era tal que eu não me limitava a tomar uma.” Foi um médico ginecologista em Oxford, no final dos anos 60 do século XX, que sossegou a investigadora, convencendo-a de que um único comprimido por dia era suficiente e seguro. Na altura, já era mãe de dois filhos, e o seu objetivo era prosseguir os estudos e concluir o doutoramento, como acabou por acontecer em 1979, na universidade britânica.

Maria Filomena Mónica nasceu em 1943, em Lisboa, e foi mãe em 1963. Descobriu-se grávida, ainda solteira, aos 19 anos. Primeiro nasceu-lhe uma menina. Um ano depois teve um menino. Hoje, garante que a pílula foi a coisa mais importante que lhe aconteceu: “Olhando retrospetivamente, tenho a certeza de que a minha vida se alterou fundamentalmente a partir do momento em que comecei a tomar a pílula. A pílula permitiu às mulheres mudarem as suas vidas, as suas relações e o modo de lidar com o seu corpo. Alterou os costumes, a sociedade, a economia, a visão que as mulheres têm de si próprias. Foi a coisa mais revolucio­nária do século XX.”

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