Sociedade

Nicol queixou-se de racismo, mas MP diz que mentiu

Nicol Quinayas foi agredida em junho de 2018, no Porto, na noite de São João

d.r.

O MP arquivou a queixa da jovem luso-colombiana agredida no Porto. Nenhuma testemunha corroborou a sua versão

23 fevereiro 2020 13:57

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Jornalista

Na noite de São João de 2018, Nicol Quinayas foi agredida com dois socos pelo segurança de um autocarro dos transportes públicos do Porto. Ficou com a cara no estado que a fotografia desta página documenta e queixou-se de ter sido ofendida com insultos racistas. “Chamou-me ‘preta de merda’”, disse em várias entrevistas, incluindo ao Expresso. Mais de um ano depois, o Ministério Público do Porto (MP) arquivou as queixas de racismo por ter chegado à conclusão de que Nicol Quinayas mentiu sobre o que aconteceu naquela noite.

De acordo com o despacho do MP, a jovem, que nasceu em Portugal mas é de ascendência colombiana, contou que depois de “um pequeno desentendimento” com um passageiro que tinha sido “imediatamente resolvido” foi expulsa e agredida pelo segurança, que lhe disse: “Aqui não entras, preta de merda.”

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