Sociedade

“Baratas e ratazanas do tamanho de coelhos.” Câmara de Lisboa já recebeu 1237 queixas

30 agosto 2019 18:42

salvador mendoza / eyeem/ getty images

Desde maio que o número de reclamações disparou. Nas redes sociais, lisboetas denunciam casos em várias zonas da cidade

30 agosto 2019 18:42

“Urgente! Centenas/milhares de baratas apareceram na zona sul do Parque das Nações (junto ao Edifício Ecrã).” A denúncia era publicada no começo da semana no grupo “Lisboa — Higiene Urbana” no Facebook. Os comentários à publicação faziam saber que o problema não era exclusivo daquela zona da capital, onde as baratas “entravam em lojas e subiam para as casas”. Havia moradores de Campo de Ourique, da Estrela, da Mouraria, dos Olivais e do Chiado a queixarem-se do mesmo. “Baratas e ratazanas do tamanho de coelhos”, descrevia um residente da Penha de França. Só este ano já chegaram à Câmara Municipal de Lisboa (CML) 1237 queixas.

Analisando os dados disponibilizados ao Expresso pela autarquia, as pragas de baratas são comuns por altura do verão. Tal como este ano, em que o número de queixas disparou em maio (205, quando em abril rondavam as 60), o mesmo aconteceu em 2017 e 2018. Os meses quentes levam ao exponencial aumento das reclamações dos lisboetas. Há dois anos, a CML recebeu 2283 queixas, enquanto no ano passado foram 2000.

“Existe uma predominância destes incidentes nos meses entre a primavera e o outono, sendo que a tendência tem sido a diminuição do número de queixas face aos dois anos anteriores. Este decréscimo, apesar da ocorrência de condições climatéricas propícias ao desenvolvimento destas pragas, tem a ver com o esforço de controlo de pragas desenvolvido pelos serviços municipais”, explica a CML, que assegura que as zonas da cidade mais propícias ao aparecimento da praga estão identificadas e que a Câmara está a “atuar em conformidade”.

A origem das baratas, acrescenta a CML, é variada e “pode ser dos coletores da rede de esgotos, zonas ribeirinhas, espaços públicos e privados da cidade”.

Desbaratização feita esta semana

A Câmara assegura também que na última semana os serviços fizeram a desbaratização na rede de coletores e, por essa razão, as baratas saíram pelos esgotos, “numa tentativa de fuga, acabando por morrer pouco tempo depois”. “Antecipando, as Juntas de Freguesia, que têm como competência a varredura das ruas, foram avisadas para procederem depois à limpeza das zonas intervencionadas”, diz a CML.Em

resposta ao Expresso, a Câmara garante que são desenvolvidos de “forma regular e previamente calendarizada” várias ações para o controlo de pragas urbanas. Quando necessário, as medidas são intensificadas com intervenções pontuais.