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Há mais um arguido na investigação a Tancos

05.07.2019 às 12h59

O arsenal roubado em Tancos foi enterrado neste terreno, a 30 km do local do crime. Além das armas, a PJ encontrou 16 quilos de haxixe, que foram decisivos para mandar João Paulino para a cadeia, onde se mantém em prisão preventiva

Tiago Miranda

Outra pessoa foi constituída arguida esta quinta-feira, além do ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes. O inquérito tem, neste momento, 23 arguidos

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

A Procuradoria-Geral de República confirmou que esta quinta-feira duas pessoas foram constituídas no caso de Tancos. Além do ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes, indiciado pelos crimes de denegação de justiça e de prevaricação, outra pessoa também foi considerada formalmente suspeita do caso.

O inquérito tem, neste momento, 23 arguidos. Entre eles encontra-se o coronel Luís Vieira, ex-diretor da Polícia Judiciária Militar (PJM), bem como mais quatro elementos deste órgão de polícia criminal e quatro militares da GNR de Loulé. Os restantes são civis suspeitos de terem planeado e executado o assalto aos paióis nacionais em junho de 2017.

Sem revelar identidades, a PGR revela que se confirma, no âmbito de inquérito dirigido pelo DCIAP, com investigação delegada e realizada pela Unidade Nacional de Contra-Terrorismo da PJ, "tendo por objeto o furto aos paióis de Tancos e o achamento do material furtado", foram, esta quinta-feira, constituídos e submetidos a interrogatório judicial dois arguidos.

"Um dos arguidos ficou sujeito, para além do TIR que prestou, à medida de coação de proibição de contactos. Ao outro arguido, para além de TIR, foram-lhe aplicadas as medidas de suspensão de funções e proibição de contactos."

O roubo das armas e a posterior operação de resgate do material de guerra por parte da PJM originou uma crise política e levou à demissão em outubro do ano passado de Azeredo Lopes e do chefe de Estado-Maior do Exército Rovisco Duarte.

Entre janeiro e maio, a comissão parlamentar de inquérito sobre Tancos ouviu políticos, militares, polícias e serviços de segurança. O relatório final produzido há duas semanas ilibou o ex-ministro de responsabilidades políticas.