O Ministério Público está a investigar se houve negligência médica no internamento de Ruben de Carvalho. Ao Expresso, fonte da Procuradoria Geral da República confirma que decorre um inquérito que está a ser conduzido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa e que “não tem arguidos constituídos”.
Em causa, acrescenta o “Observador”, está uma queda durante o período de internamento, em que o histórico do PCP bateu com a cabeça. Ruben de Carvalho estava internado no hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde deu entrada com queixas de dores na vesícula.
A queda terá acontecido três semanas antes da morte de Ruben de Carvalho. Nesse dia foi visitado pela mulher com quem comentou o sucedido. Horas depois, entrou em coma.
Foi chefe de gabinete do ministro Francisco Pereira de Moura no primeiro Governo Provisório depois do 25 de Abril e integrou também o executivo da comissão organizadora da “Festa do Avante!” desde 1976. Foi deputado à Assembleia da República eleito pelo distrito de Setúbal e vereador na Câmara Municipal de Lisboa, onde era responsável pelo Roteiro do Antifascismo.
Chefiou a redação da “Vida Mundial”, foi redator e coordenador do jornal “O Século” e também chefe da redação do semanário comunista “Avante!” desde que começou a ser impresso legalmente, em abril de 1974, cargo que só terminou em 1995.