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Operação 'Teia' prossegue os interrogatórios no Porto

01.06.2019 às 11h11

Os interrogatórios da operação em que há suspeitas de corrupção e foram detidos os presidentes da câmara de Santo Tirso e de Barcelos, e também do IPO do Porto, são este sábado retomados, depois de terem sido interrompidos esta sexta-feira às 23h00

Os interrogatórios da operação "Teia", que começaram na sexta-feira às 10h00 no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto, foram interrompidos pelas 23h00, quando o juiz de instrução criminal ouvia a empresária Manuela Couto, foram este sábado retomados, a partir das 10h00.

No âmbito da operação "Teia", foram detidos na quarta-feira o presidente da Câmara de Barcelos, Miguel Costa Gomes, o presidente da Câmara de Santo Tirso, Joaquim Couto, e a sua mulher, a empresária Manuela Couto, e o presidente do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, José Maria Laranjo.

Na sexta-feira, o juiz de instrução criminal Artur Guimarães interrogou os dois presidentes de câmara. Posteriormente, foi presente a juiz Manuela Couto.

Depois de cerca de três horas de interrogatório, a empresária foi dispensada e marcado o regresso dos detidos ao TIC para as 10h00 de hoje, momento em que Manuela Couto terminará as declarações, seguindo-se o presidente do IPO do Porto, que hoje passou à condição de reformado, informou fonte judicial.

À saída do TIC nenhum dos advogados se mostrou disponível para falar com Nuno Brandão, que representa o casal Couto, a prometer declarações no final dos interrogatórios e após serem conhecidas as medidas de coação.

A operação "Teia" centra-se nas autarquias de Santo Tirso e Barcelos bem como no IPO do Porto e investiga suspeitas de corrupção, tráfico de influência e participação económica em negócio, traduzidas na "viciação fraudulenta de procedimentos concursais e de ajuste direto", segundo comunicado da Diretoria do Norte da Polícia Judiciária, o órgão de polícia criminal que apoia o Ministério Público neste caso.