Sociedade

"Os pais leitores são os verdadeiros influenciadores"

2 abril 2019 14:32

Martim Silva (diretor executivo do Expresso) e Tiago Brandão Rodrigues (ministro da Educação) em conversa na apresentação do estudo sobre os hábitos de leitura

josé fernandes

Um estudo sobre os hábitos de leitura das crianças portugueses foi o mote para uma discussão sobre o tópico que levou o ministro da educação, Tiago Brandão Rodrigues, e diversas figuras ao edifício do grupo Impresa

2 abril 2019 14:32

Tiago Brandão Rodrigues não tem dúvidas que os hábitos de leitura podem fazer toda a diferença na formação social e intelectual das crianças na passagem para a idade adulta. Por outtras palavras, têm que ser mercedores de atenção por parte das escolas e das famílias. "Os pais leitores são os verdadeiros influenciadores", garantiu o ministro da educação no evento que marcou a apresentação de um estudo que analisa os hábitos de leitura dos mais novos e a influência que os seus progenitores exercem.

Conduzido pela GFK, o estudo faz parte de uma parceria alargada entre o Expresso, a McDonald’s e o Plano Nacional de Leitura e foi hoje apresentado em pleno Dia Internaciona do Livro Infantil, numa sessão no edifício do grupo Impresa que, além do governante, contou com diferentes figuras que, de uma forma ou outra, têm influência naquilo que se lê.

"Os livros têm um papel fundamental nos primeiros anos de vida", garante a comissária do Plano Nacional de Leitura, Teresa Calçada. A iniciativa já foi prolongada por mais dez anos e é vista pelos intervenientes como uma peça muito importante na promoção destes hábitos além da influência familiar. E é tão importante ler como "ouvir a ler", defendeu a antiga ministra da educação e escritora Isabel Alçada, para quem estas políticas têm efeito no "desenvolvimento dos países."

E, por isso, devia-se apostar ainda mais na promoção da leitura desde tenra idade, sobretudo quando por um lado a "intensidade de leitura diminuiu", como apontou o presidente da APEL, João Alvim, e por outro outro há cada vez mais dispositivos eletrónicos a dispersar as atenções. Se bem que estes são mais vistos como uma oportunidade de que uma ameaça. Em vez de impôr indicações lineares, pede-se uma orientação que dê espaço para escolher, diz a escritora Maria Inês Almeida, enquanto o youtuber Windoh acredita que a influência das redes sociais junto dos mais novos pode (e deve) ser mais utilizada para que se leia mais.