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Um morto e um ferido em acidente numa mina de Aljustrel

Os dois homens seguiam num veículo que caiu num buraco de 40 metros. Ferido, em estado muito grave, foi já transportado para o hospital

Pelo menos uma pessoa morreu e outra ficou ferida esta segunda-feira, após o veículo em que seguiam ter caído num buraco em Rio de Moinhos, na mina de Aljustrel, confirmou ao Expresso fonte da empresa que explora o lugar. As duas vítimas são funcionários da mina.

Fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) adiantou à Lusa que a vítima mortal é um trabalhador de 47 anos.

O outro trabalhador, de 36 anos, foi transportado, de ambulância, em estado "estável" para as urgências do hospital de Beja, referiu a fonte.

O alerta foi dado às autoridades por volta das 11h11, refere o site da Autoridade Nacional da Proteção Civil (CDOS).

Ao Expresso, fonte da Almina, empresa que explora a escavação, adiantou que o acidente ocorreu no interior da mina. Um comunicado será divulgado em breve.

No local, estiveram 28 operacionais apoiados por oito viaturas e um meio aéreo.

A Almina, proprietária das minas de Aljustrel, é uma empresa mineira de capitais portugueses que se dedica à extração e valorização de pirites, sulfuretos e de outros minérios, para além da comercialização, e transporte dos produtos e derivados.

A Concessão, ou seja o Couto Mineiro de Aljustrel, foi-lhe concedida pelo Estado português e à data, colaboram cerca de 700 pessoas nas atividades da extração de minério e na produção de concentrados de cobre tendo, como tal, um papel relevante na economia da região.

A exploração do minério de cobre ocorre, em quantidades consideráveis, a partir dos 230 metros de profundidade. Mas, mais em pleno surge a partir dos 270 metros. A exploração mineira é feita de baixo para cima, o que significa que a mina ainda tende a ir cada vez mais fundo.

Os escombros - a parte que não interessa - são trazidos para a superfície por dumpers (camiões de grande tonelagem). Um dia mais tarde, quando a mina já tiver dado todo o cobre que tinha para dar, os escombros serão de novo depositados lá no fundo, e ficam resolvidos dois problemas: um de segurança e outro de ordem ambiental.

Há mais de quatro anos que não existia nenhum acidente nesta mina.

Notícia atualizada às 13h50