Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Aljustrel. Trabalhador ferido em acidente nas minas em estado grave

A vítima, de 25 anos, encontra-se em “estado considerado grave” e em “observação” no hospital de Beja

O trabalhador que ficou esta segunda-feira ferido no acidente nas minas de Aljustrel está "em estado considerado grave" no hospital de Beja, disse à agência Lusa fonte hospitalar.

A fonte do gabinete de comunicação do hospital alentejano indicou que o homem, de 25 anos, residente em Ervidel, no concelho de Aljustrel, entrou nas urgências da unidade hospitalar às 13h30 e está "em observação".

No acidente, morreu um outro trabalhador, de 46 anos, segundo a GNR, e o corpo foi transportado para o serviço de Medicina Legal do hospital de Beja.

A mesma fonte indicou que o óbito do homem foi confirmado às 13h02.

As duas vítimas do acidente desta segunda-feira nas minas de Aljustrel, um morto e um ferido, trabalhavam na manutenção mecânica a cargo de um empreiteiro e circulavam numa viatura ligeira, indicou a concessionária do complexo mineiro.

Em comunicado enviado à Lusa, a Almina - Minas do Alentejo explicou que se trata de dois trabalhadores da empresa EPDM - Empresa de Perfuração e Desenvolvimento Mineiro, da área da manutenção mecânica, que circulavam numa viatura ligeira na Mina de Feitais em Aljustrel, no distrito de Beja.

Segundo esclareceu fonte da Almina à Lusa, a viatura envolvida no acidente é uma carrinha 'pick up', em que seguiam ambos os trabalhadores, e não uma máquina industrial, como foi inicialmente divulgado pela GNR e bombeiros.

De acordo com a guarda, a viatura caiu para um fosso com uma profundidade "entre os 30 e os 40 metros".

O INEM recebeu o alerta às 11h05 e os meios de socorro incluíram um helicóptero, que não chegou a ser utilizado, bombeiros e GNR.

Em comunicados distintos, a Almina e a EPDM - Empresa de Perfuração e Desenvolvimento Mineiro adiantaram ter abertos inquéritos de investigação para determinar as causas do acidente.

Também a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) abriu um inquérito para averiguar as circunstâncias em que ocorreu o sinistro, segundo disse à Lusa o diretor da Unidade Local do Litoral e Baixo Alentejo, Carlos Graça.