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Sociedade

Ordem dos Médicos exige explicações sobre aumento da mortalidade infantil

Foto Marcos Borga

Bastonário Miguel Guimarães pede às autoridades de Saúde que justifiquem o crescimento de 26% no ano passado. O número de mortes no primeiro ano de vida é um sinal de evolução de um país

Dados provisórios da Direção-Geral da Saúde (DGS) conhecidos esta segunda-feira indicam que a mortalidade infantil foi maior no ano passado face a 2017. Tida como um indicador de desenvolvimento do país, o bastonário da Ordem dos Médicos pede à "DGS que finalize rapidamente o seu relatório para podermos obter as conclusões finais das causas de cada morte, para avaliar e atuar sobre este problema”.

O bastonário Miguel Guimarães afirma que "o aumento da mortalidade infantil em Portugal, com os números brutos a revelarem um crescimento de 229 óbitos, em 2017, para 289, em 2018, o que se traduz numa variação de 26%" são "dados preocupantes" que exigem uma explicação tão célere quanto possível. "A mortalidade infantil é um dos indicadores com evolução mais positiva no nosso país, motivo de referência a nível internacional", sublinha.

Em comunicado, o bastonário dos médicos reconhece que "o aumento da idade média da maternidade e o maior recurso a tratamentos de fertilidade podem ter algum impacto negativo na mortalidade infantil". Ainda assim, "este aumento merece uma rápida análise por parte do Ministério da Saúde para evitar um clima de desconfiança dos utentes em relação ao sistema de saúde”, afirma Miguel Guimarães.