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Expresso

Sociedade

Governo autoriza a contratação de 450 enfermeiros

António Pedro Ferreira

Ministérios da Saúde e das Finanças satisfazem parte das reivindicações dos enfermeiros. Hospitais do Serviço Nacional de Saúde vão poder contratar 850 profissionais de saúde (enfermeiros e assistentes) por tempo indeterminado, para satisfazer necessidades permanentes

O Governo deu um passo e satisfez parte das reivindicações dos enfermeiros, autorizando a contratação de 450 enfermeiros e de 400 assistentes operacionais nos hospitais públicos.

Os 850 profissionais de saúde vão ser contratados para satisfazer necessidades permanentes do Serviço Nacional de Saúde e os hospitais podem, de acordo com o Executivo, iniciar imediatamente os procedimentos necessários à celebração de contrato.

“A autorização conjunta do Ministério da Saúde e do Ministério das Finanças prevê a contratação destes profissionais por tempo indeterminado, na medida em que irão satisfazer necessidades permanentes de serviço, dando resposta, em simultâneo, às necessidades sazonais, ou seja, associadas ao período de inverno e ao surgimento de síndromas gripais e respiratórios”, lê-se no comunicado enviado este sábado às redações pelo gabinete da ministra da Saúde.

Este será o primeiro reforço de recursos humanos no Serviço Nacional de Saúde em 2019, nota a tutela.

O comunicado é divulgado depois de, na sexta-feita, a Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE) e o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) terem estado reunidos com o Governo. Apesar de, à saída das negociações, terem mostrado mais otimismo e satisfação com “a posição de aproximação” e a “abertura de negociação” do Executivo, pediram “compromissos políticos” para desconvocar a greve prevista para entre 14 de janeiro e 28 de fevereiro.

Recorde-se que os enfermeiros - que realizaram uma greve nos blocos operatórios que levou ao adiamento de milhares de cirurgias em novembro e dezembro - reivindicam a justa contagem dos pontos para efeitos de descongelamento das progressões, o reconhecimento dos enfermeiros especialistas, com pagamento do suplemento remuneratório em falta (categoria que o Governo já admitiu criar), e a admissão de 1500 enfermeiros.