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Há 16 grupos a organizar os protestos dos 'coletes amarelos'

RODRIGO ANTUNES/LUSA

PSP recebeu até ao momento a informação de 74 ações de protesto em todo o país. Não vai tolerar cortes de estrada mas garante que os agentes vão agir com “bom senso”. E descarta colagem destes movimentos às ações violentas em França. No entanto, “todas as ações de potencial criminoso serão levadas a tribunal”

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Os 16 grupos identificados com a organização dos protestos dos 'coletes amarelos', que se realizam esta sexta-feira, reuniram-se com a PSP nos últimos dias. Até ao momento, foram comunicadas àquela polícia e às autarquias 74 ações um pouco por todo o país. Lisboa e Porto lideram o número de protestos agendados, seguindo-se Aveiro e Braga.

No total, 12 câmaras municipais foram já alertadas com antecedência da marcação dos protestos: Lisboa, Porto, Aveiro, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Faro, Guarda, Leiria, Santarém, Viana do Castelo, Viseu. Também os Açores e a Madeira têm informação formal de manifestações.

Uma fonte da PSP garante que as autoridades não vão tolerar cortes de estradas mas irão "agir com bom-senso" em eventuais episódio mais extremos. "Qualquer colagem ao que aconteceu em França é um exagero. Nada aponta nesse sentido. Mas todas as ações de potencial criminoso serão levadas a tribunal", adverte o mesmo responsável.

O Expresso quis saber se haverá elementos ligados aos episódios de violência que ocorreram nos últimos sábados nas principais cidades francesas a viajar para Portugal para participar neste evento, mas a resposta foi negativa. "Não temos informações que colem iniciativas às nossas."

Também não foi necessário às autoridades portuguesas irem a França para ter algum know-how sobre os tumultos nas ruas de Paris. "Não houve contactos com franceses", enfatiza a mesma fonte.

Os autores dos protestos queixam-se nas redes sociais da existência de infiltrados das forças das autoridades nestes movimentos. Algo que esta fonte da PSP nega taxativamente. "Teremos indivíduos à civil a monitorizar as ações, mas não infiltrados. Será um acompanhamento selecionado e já trabalhado, com base em intelligence."

No caso da violência chegar às ruas, a PSP tem o Corpo de Intervenção de reserva "para qualquer eventualidade de desordem pública".

Mas a mesma fonte é taxativa: "Nunca confundiremos uma parte com o todo. Estamos preparados operacionalmente. Temos todo o efetivo operacional no terreno à exceção dos que estão de férias".