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Sociedade

Prisão preventiva para 5 dos 8 novos suspeitos de Tancos

Arguidos da Operação Húbris II foram ouvidos pelo Tribunal de Instrução Criminal, em Lisboa. Nem todos estão indiciados por terrorismo internacional

Cinco dos oito suspeitos de terem participado no assalto aos paióis de Tancos ficaram em prisão preventiva. E os outros três saem em liberdade. Todos eles foram ouvidos esta noite de terça-feira por um juiz do Tribunal de Instrução Criminal, em Lisboa. A decisão foi divulgada já ao início desta madrugada.

De acordo com as declarações de Tiago Melo Alves, advogado no processo, dos três suspeitos que ficaram em liberdade, dois estão com termo de identidade e residência e um impedido de sair do país e de contactar com os restantes arguidos. "Estão indiciados por ter participado no furto, mas nenhum deles por terrorismo internacional", disse o advogado à agência Lusa à saída do tribunal.

Esta segunda-feira, a Unidade Nacional de Contra-Terrorismo (UNCT) da PJ e o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) realizaram várias buscas na zona centro e no Algarve no âmbito da Operação Húbris II, que acabou com a detenção de oito pessoas. Em causa estão os crimes de associação criminosa, furto, detenção e tráfico de armas, terrorismo internacional e tráfico de estupefacientes.

Há três meses, já outras nove pessoas haviam sido detidas no no final de setembro, na primeira fase da Operação Húbris. Destas, só o coronel Luís Vieira, ex-diretor da PJM, e um dos alegados autores do assalto de Tancos ficaram em prisão preventiva. Uma medida que foi, também esta segunda-feira, foi renovada por mais três meses.

Há umas poucas semanas uma décima foi constituída arguida. Ou seja, são dezoito os detidos no total das duas operações.

A 29 de junho de 2017 os paióis nacionais de Tancos foram assaltados. O armamento roubado, segundo a investigação, foi levado para uma propriedade da família de um ex-fuzileiro, perto de Tomar e apenas a 20 quilómetros de distância do local do assalto. Terá sido aí que as armas ficaram escondidas entre junho e outubro desse ano.

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