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“Podem ficar descansadíssimos”, Joana Marques Vidal na hora do adeus

Esta terça-feira decorreu a última intervenção pública de Joana Marques Vidal, que esta semana deixa é substituída por Lucília Gago na liderança da Procuradoria Geral da República

Joana Marques Vidal fez esta terça-feira a última intervenção pública como procuradora-geral da República. “Podem ficar descansadíssimos”, garantiu perante uma sala esgotada no Grémio Literário, em Lisboa. “O nosso sistema constitucional garante a separação de poderes”, sublinhou, segundo o “Diário de Notícias”, em reposta a uma pergunta da audiência sobre se os portugueses podem ficar descansados quanto à independência do Ministério Público (MP).

“A constituição confere à nomeação do PGR uma dupla legitimidade de quem propõe - o Governo - e de quem nomeia - o Presidente da República”, disse acrescentando que também seria possível a intervenção do Parlamento no processo de decisão. “Poderia haver, por exemplo, uma audição pública da pessoa indicada para que partilhasse as suas ideias para o cargo. Daria mais transparência sobre a concepção da pessoa”, acrescentou.

Joana Marques Vidal deixa no final desta semana o cargo de procuradora-geral da República e é substituída por Lucília Gago.