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Santos Silva exige “acesso imediato” a portugueses detidos na Venezuela

Tiago Miranda

Governo venezuelano terá acedido ao pedido, conforme fez saber o próprio ministro português dos Negócios Estrangeiros

Helena Bento

Helena Bento

Jornalista

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, exigiu “acesso imediato” aos portugueses detidos na Venezuela, pedido ao qual o Governo venezuelano terá acedido, conforme o próprio ministro fez saber aos jornalistas depois de uma reunião em Nova Iorque com o seu homólogo venezuelano.

“Pedimos acesso imediato aos detidos por parte das nossas autoridades consulares e da embaixada portuguesa, tendo ficado acertado que haveria acesso por parte da nossa representação diplomática em Caracas aos portugueses detidos para lhes ser garantida a devida proteção consular”, afirmou o ministro depois do encontro com Jorge Arreaza, esclarecendo que ficou ainda combinada, no contexto da próxima visita do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas à Venezuela, uma reunião entre as autoridades diplomáticas venezuelanas e as autoridades do mesmo país que tutelam a área comercial e da segurança alimentar.

Tal encontro, acrescentou Santos Silva, contará com a presença não só de José Luís Carneiro, como também de “empresários e gestores que representam os interesses portugueses no país para, in loco, aprofundar o conhecimento e a ação nesta situação”.

Nicolás Maduro, Presidente venezuelano, anunciou na sexta-feira passada a detenção de 34 gerentes de supermercados portugueses, que foram acusados de “violar a lei” e “esconder produtos às pessoas”, bem como “cobrar os preços que lhes dão na gana”. Destes, pelo menos 10 - entre portugueses e lusodescendentes - ainda se encontram em prisão preventiva e incorrem numa pena de prisão que pode ir dos dois aos 10 anos de prisão.

Os gerentes detidos trabalham para as redes de supermercados Central Madeirense e Excelsior Gama, que pertencem a portugueses.

Além de Augusto Santos Silva, que na manhã desta segunda-feira classificou a detenção dos gerentes como “uma ofensiva das autoridades venezuelanas contra o setor da pequena e média distribuição”, também o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já se mostrou preocupado com a situação.