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Um morto e 11 feridos em derrocada no Hotel Ritz em Madrid

Pablo Cuadra/Getty

Um dos feridos encontra-se em estado grave. Informações iniciais davam conta de que uma parte do interior do imóvel, que se encontra em obras, teria ruido, mas o acidente envolveu a queda de andaimes

Um operário morreu e 11 ficaram feridos, um deles em estado considerado crítico, após a derrocada de andaimes que estavam montados no edifício do Hotel Ritz, em Madrid, na tarde desta terça-feira. Quatro trabalhadores ficaram encurralados no interior do imóvel onde decorriam obras de remodelação e os bombeiros conseguiram já resgatar três deles.

O acidente aconteceu às 16h03 de Madrid (15h03 em Lisboa) e informações iniciais davam conta de que parte do interior do imóvel teria ruido desde o sexto andar até ao rés-do-chão. Verificou-se, mais tarde, que o acidente arrastou os andaimes onde os operários estavam a trabalhar. As equipas de emergência iniciaram buscas entre os escombros com o objetivo de encontrar eventuais novas vítimas e a polícia ergueu um perímetro de segurança que isolou a zona.

"Estavamos a trabalhar quando ouvimos um forte estrondo", afirmou uma testemunha que se encontrava próxima do local no edifício onde funciona a bolsa de valores da capital espanhola. "Quando chegamos à rua, já vimos ambulâncias e disseram-nos que havia pessoas entre os escombros". Outras testemunhas afirmaram que a estrutura interior do Ritz ruiu não só provocando a queda dos andaimes mas, também, da fachada do imóvel.

As autoridades iniciaram uma investigação, mas trabalhadores que operavam no local atribuiram a derrocada ao eventual peso excessivo que se encontrava nos andares superiores do hotel em obras. Outras pessoas contactadas pelo ABC afirmaram que uma grua terá embatido num andaime desencadeando o acidente.

O Hotel Ritz de Madrid está encerrado desde o final de fevereiro de 2018 para obras de remodelação avaliadas em perto de cem milhões de euros. Antes do acidente desta terça-feira, a reabertura da unidade hoteleira, detida pelo grupo Mandarin Oriental, estava agendada para o final de 2019.

O hotel, o primeiro com a categoria de luxo da capital espanhola, abriu em 1910 e foi comprado pela Mandarin Oriental, com sede em Hong Kong, aos investidores árabes da Olayan-un, em 2015, por 130 milhões de euros. A remodelação em curso prevê a redução do número de quartos de 137 para 106 e o aumento das suites de 30 para 47, incluindo uma suite real que terá uma área de 188 metros quadrados.