Passeio Público

Diogo Piçarra: “Às vezes penso que gostaria de ter nascido nos anos 70”

30 setembro 2022 13:34

rita carmo

É uma das grandes estrelas pop do nosso país, um rosto com visibilidade regular na televisão, com presença assídua nos grandes palcos e com canções que alcançam milhões de reproduções nas plataformas de streaming

30 setembro 2022 13:34

Diogo Piçarra estabelece uma nova fasquia para a sua carreira: amanhã, dia 1 de outubro, sobe ao palco da Altice Arena numa grande produção em nome próprio que lhe firma o estatuto de nome de primeira linha da nossa cena musical. Repete a dose uma semana depois, no Multiusos de Guimarães. E para aí chegar, a sua caminhada, como diz a canção, obrigou-o a passar muito. Mas Diogo Piçarra só olha para o lado bom da vida.

Passou um bom período em ensaios para os dois grandes concertos que se aproximam, na Altice Arena e no Multiusos de Guimarães. Quanto do que o seu público vai poder ver e aplaudir nesses espetáculos nasceu na sala de ensaios?

Eu diria que 80% daquilo que as pessoas vão ver e ouvir nasceu em casa, primeiro. E quando chegámos aos ensaios, todos — eu e os músicos da banda — já trazíamos a lição estudada, com as canções bem dominadas, e isso não liberta grande espaço para o improviso. O que de facto muda nos ensaios, porque vamos testando, é por exemplo a ordem com que as músicas vão ser apresentadas: nos últimos três dias de ensaios a estrutura do concerto — porque o fomos tocando corrido — mudou algumas vezes, por irmos percebendo que faz sentido as canções encaixarem-se de determinada maneira. Esse processo é afinado, sim, tal como perceber quais são os momentos certos para interagir com o público. Uma das coisas que mais tempo esteve em aberto foi o momento em que me sento ao piano e posso, por exemplo, tocar uma música que não é minha. Demorei mais tempo a decidir isso.