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Exposição: Armanda Passos além do cérebro racional, no imaginário ilimitado

23 dezembro 2022 11:05

Cristina Margato

Cristina Margato

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Jornalista

A intuição pura de Armanda Passos: 80 óleos em exposição até ao fim do ano

A primeira retrospetiva de Armanda Passos confirma a força da sua obra e o que perdemos em não a termos visto até hoje assim. Uma exposição para ver na Fundação Champalimaud, em Lisboa, até ao fim do ano

23 dezembro 2022 11:05

Cristina Margato

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Jornalista

No início dos anos 70, o neurocientista Paul MacLean apresentou a teoria de que o cérebro estaria dividido em três partes diferentes, correspondendo cada uma dessas partes a distintas fases da evolução do sistema nervoso dos vertebrados. Na perspetiva da teoria Trinus existia no ser humano um cérebro reptiliano — o R-complex, nas palavras de MacLean —, responsável por promover os reflexos simples, próprios dos répteis. A teoria acabou por não ganhar muitos acólitos no domínio da ciência, mas não deixou de se propagar nos meios mundanos, até por se ancorar numa outra construção teórica — essa, sim, com ampla aceitação científica: a darwinista (apenas repudiada por algumas correntes religiosas mais fundamentalistas). O cérebro instintivo de MacLean era o resquício, a marca indelével do início do percurso evolutivo do ser humano, o começo, que à luz de Darwin coloca os peixes e os répteis na origem do ser humano.

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.