Dança

O mundo de mistura de Marco da Silva Ferreira: “Carcaça” é folclore e ‘footwork’

21 outubro 2022 15:25

Claudia Galhós

“Carcaça” também significa “uma forma, uma arquitetura do corpo, que está morta, mas continua a emanar energia”

josé caldeira

Uma peça para dez intérpretes e música ao vivo de João Pais Filipe e Luís Pestana, que já tem uma extensa digressão em Portugal e no estrangeiro. “Carcaça” sexta e sábado no Rivoli, no Porto; dias 27 e 28 no CCB, em Lisboa

21 outubro 2022 15:25

Claudia Galhós

O que têm em comum as danças tradicionais portuguesas e o footwork? O coreógrafo e bailarino Marco da Silva Ferreira e a sua nova criação de grupo: “Carcaça”. Uma peça para dez intérpretes e música ao vivo de João Pais Filipe e Luís Pestana, que estreia esta semana no Porto e tem já uma extensa digressão em Portugal e no estrangeiro. Marco vai buscar o léxico coreográfico a estes dois mundos, para explorar as possibilidades do movimento e para desafiar um pensamento crítico sobre a forma como o passado se relaciona com o presente e como a identidade e a noção de comunidade é muitas vezes uma construção artificial e instrumentalizada pela política. Com uma larga experiência nas danças urbanas e na dança contemporânea, desde as primeiras criações que Marco tem pesquisado estes cruzamentos entre estilos, tempos e origens geográficas. Em “Hu(r)mano” (de 2013) já lá estava, esse pensamento articulado pelo corpo sobre as danças sociais surgidas no passado, o contexto em que se expressam e a forma que podem ganhar no presente.

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.