Cinema

“Mato Seco em Chamas”: um capítulo de fúria e rebeldia política no cinema brasileiro

5 novembro 2022 21:56

Francisco Ferreira

Joana Pimenta e Adirley Queirós apresentam o drama “Mato Seco em Chamas”, com Léa Alves da Silva, Joana Darc Furtado e Andreia Vieira nos principais papéis. O crítico Francisco Ferreira dá-lhe quatro estrelas

5 novembro 2022 21:56

Francisco Ferreira

Nas noites sombrias de Sol Nascente, favela de Ceilândia, cidade-satélite a 30 quilómetros de Brasília, os cães ladram enquanto os faróis das motos e o petróleo queimado dos oleodutos iluminam o escuro. A vida é dura como já o era cinquenta anos antes, quando Ceilândia foi criada para acomodar o fluxo demográfico da capital do país. Familiarizámo-nos com aquela periferia em “Branco Sai, Preto Fica” (2014) e “Era uma Vez Brasília” (2017), pelos contornos docu-ficcionais, apocalíptico-distópicos, de uma existência em rebelião, à medida que Adirley Queirós nos dava as 'variações Mad Max' da sua cidade natal.

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.